#TBT RIO 2016: FOI UM SONHO

Oi, vim aqui contar um sonho muito doido. Foi na noite do dia 5 de agosto de 2016: Eu estava vendo TV e começou uma festa em proporções inimagináveis no Maracanã. Olha que louco… Não tinha gramado, era um telão! E de formato abstrato, onde passavam filmes sobre super-heróis. Era confuso, tinham muitos bailarinos, até amigos meus da época em que eu dançava na Cia Deborah Colker. Aliás, se não me engano, a coreografia da festa era dela e tinha até a parede de escalada que eu dancei no espetáculo MIX. Meu namorado tava lá também, cantando o hino nacional, vê se pode? Coisa de sonho, né… a gente mistura de tudo que já vimos e fizemos nessa vida. O mais impressionante é que tinha gente do mundo inteiro na festa, inclusive de países que eu nunca tinha nem escutado falar!

Não satisfeito em me surpreender, meu sonho colocou a Gisele Bündchen pra desfilar o Maracanã inteiro! Pra completar, me aparece o Vanderlei Cordeiro. Oi? Pois é, e não é que o maratonista pegou uma tocha e ascendeu o Sol? Sim, a estrela central do Sistema Solar. Loucura!

Nos sonhos a gente nunca sabe como muda de cenário, uma coisa bem Harry Potter, desaparatando de lá pra cá. De repente, eu estava em frente à TV de casa torcendo pro atleta brasileiro na prova de tiro. Gente, eu nunca assisti prova de tiro na vida! Nada a ver, muita viagem.

Aí eu entendi que o sonho se passava nas Olimpíadas. Aquela festa era a cerimônia de abertura. Mas, peraí, Olimpíadas no Rio de Janeiro? Só em sonho mesmo, porque tinha um parque olímpico lindo, metrô na Barra da Tijuca, competições na Lagoa Rodrigo de Freitas e na Baía de Guanabara! Ainda mais delirante, ninguém pegou trânsito pra ir ao evento.

Na próxima cena eu estava em uma competição de judô. Coisa que eu também nunca tinha feito na vida. Me lembro de estar extremamente nervosa porque a atleta do Brasil, Rafaela Silva, estava na disputa por medalha. Mais nervosa ainda porque ela é do projeto do meu namorado, o Instituto Reação, e tem toda uma história de superação. Minhas mãos suavam e se não era ela lutando, eu só conseguia pensar nela. Não enxergava nada além das lutas da Rafaela. A semi final foi desesperadora, golden score e nãofoi-foi-nãofoi-foi o golpe? AHHHHH! OLE-OLE-OLE-OLA-RAFAAAA-RAFAAAA! Eu chorando, ela já tinha a prata. Minutos que duraram horas, até que chegou a final. OLE-OLE-OLE-OLA- A RAFA VEM AÍ E O BICHO VAI PEGAR! A arena tremia nos pés dos torcedores brasileiros, os corações batiam nas bocas embalados pelos gritos. É OUROOOO! Levantei cega pelas lágrimas. Eu não andava, flutuava pelas arquibancadas pra abraçar o Flávio. Depois tudo ficou embaralhado e eu só lembro que comi um hambúrguer do lado da arena. Aliás, dois.

Desaparatei em casa ao som de “LUCARELLI… LUCARELLI… LUCARELLI…”. Que nome gostoso, bom de falar, bom de ouvir. Eu fiz coro em casa: LUCARELLI… LUCARELLI… LUCARELLI!!! Meu sonho passou a faixa: WAAAAAAAAALLACE!!! Pra fechar: LUCÃÃÃÃÃÃÃO!!! E esse CD ficou tocando em looping por muito tempo no meu sonho. Pausava e voltava a tocar…

Acho que eu liguei mais a minha TV nesse sonho do que na minha vida inteira. Lá estava eu de novo, olhos grudados na telinha e o resto do corpo sendo fagocitado pelo sofá da sala. Dessa vez, a torcida era pros meninos da ginástica artística. CHOQUE. Dobradinha do Brasil no pódio! Zanetti no pódio das argolas eu esperava, mas dobradinha no solo com Diego e Arthur? Arrepiei, chorei.

Haja lágrima, porque eu passei o sonho todo chorando. Chorava de tristeza pelos derrotados, de alegria pelos vencedores, de emoção pelas histórias contadas, de comoção pelos abraços.

WAAAAAAAAALLACE… WAAAAAAAAALLACE… WAAAAAAAAALLACE!!!

Pra não ter dúvida de que eu estava mesmo sonhando, tinha um brasileiro de 22 anos disputando o ouro no salto com vara. Thiago Silva o nome dele. E olha que coisa de sonho: Rafaela Silva e Rafael Silva medalharam no judô. Meu inconsciente cismou com esse sobrenome que representa tão bem o Brasil. Voltando ao cara da vara, ele não só foi ouro, como também bateu o RECORDE OLÍMPICO!

LUCARELLI… LUCARELLI… LUCAREEEEEELLI!!!

Não acaba aí o delírio verde e amarelo. O atleta da canoagem levou 3 medalhas; as meninas, que pareciam ter acabado de sair do colégio, foram ouro na vela; o casca-grossa do boxe foi ouro; o do taekwondo foi bronze; a dupla feminina do vôlei de praia foi prata; a masculina foi ouro embaixo de chuva. Foi uma avalanche de medalhas e eu já me perdia nos 16 canais HD do SPORTV. Onde já se viu tanto canal de um só canal? Só em sonho mesmo…

LUCÃÃÃÃÃÃÃO!!!

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